Este assunto é coisa séria. Como o próprio nome diz, a função do óleo lubrificante é lubrificar todas as partes móveis do motor, que são submetidas todo o tempo à condições extremas de temperatura e atrito, garantindo o perfeito funcionamento do mesmo.
Muitas dicas e manias são comuns entre os motoristas, mas o que ainda vale é aquela receita antiga de trocas a cada 5.000 quilômetros, junto com o filtro, evitando a mistura de óleo novo com óleo velho ou de marcas e especificações diferentes.
As montadoras e os fabricantes dos óleos recomendam trocas que variam de 5.000 a 15.000 quilômetros, mas deve-se levar em consideração alguns fatores importantes:
Belém é uma cidade quente, com temperaturas bem acima das médias nacionais. Nosso trânsito é “travado” e as distâncias são pequenas, fazendo com que os motores funcionem muitas vezes por um pequeno período de tempo durante o dia.
Além disso, temos o hábito e a necessidade de sempre usar o ar condicionado, que também sobrecarrega o motor. Tudo somado, nossas condições de uso são bem diferentes de cidades com temperaturas amenas e grandes avenidas, que permitem que os motores tenham um funcionamento mais uniforme e constante.
Desta maneira, o óleo do motor sofre junto. Acaba sendo mais exigido que o normal e tem sua durabilidade comprometida. Daí a justificativa de se manter as trocas com intervalos menores que os indicados pela maioria dos fabricantes.
Existe no mercado uma infinidade de marcas e tipos de óleo. Deve-se preferir sempre a de especificação mais recente (API SM), por apresentar melhores resultados de viscosidade e proteção do motor. Os óleos sintéticos e semi-sintéticos são indicados para motores de alto desempenho, com turbo ou de 16 válvulas, permitem um intervalo maior de troca, mas são bem mais caros.
Outra dica é preferir o método tradicional, onde é retirada a arruela do cárter para que ele seja “sangrado” até secar, evitando-se a introdução das varetas das máquinas de sucção, que sempre deixam uma quantidade considerável de óleo sujo no fundo do motor.
Mais um detalhe importantíssimo: Verificar o nível do óleo pelo menos quinzenalmente, de preferência pela manhã, com o motor frio e, caso necessário completar o nível com o mesmo tipo de óleo da última troca.
Enfim, amigos, não deixem passar a hora da troca do óleo para não correr o risco de ver seu motor tomado pela conhecida “borra”, que se forma quando o óleo fica velho dentro do motor, o que sempre acaba tendo um custo bem maior que uma troca na hora certa.
Paulo Bergamini - Motor1